quarta-feira, 20 de julho de 2011

METAIS PESADOS

Acessem:

http://divulgarciencia.com/categoria/metais-pesados/

e aprendam um pouco sobre a importancia desses componentes;

Metais Pesados em solos: Conceito Geral 

O termo metais pesados é de definição ambígua, mas vem sendo intensamente utilizado na literatura científica como referência a um grupo de elementos amplamente associados à poluição, contaminação e toxicidade (Amaral Sobrinho, 1993).
Conceitualmente metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. Essa definição é abrangente e inclui, inclusive, alguns ametais ou semi-metais, como As e Se (Alloway, 1990 e Meurer, 2004).
Alguns metais pesados são micronutrientes essenciais aos seres vivos como Cu, Zn, Mn, Co, Mo e Se e outros não essenciais como Pb, Cd, Hg, As, Ti e U. Para esses últimos talvez o termo metais tóxicos cairia melhor (Amaral Sobrinho, 1993).
Segundo Sevenson & Cole (1999) existem metais traços essenciais para plantas como ferro (Fe), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu), boro (B), molibdênio (Mo) e níquel (Ni). Já o cobalto (Co), crômio (Cr), selênio (Se) e estanho (Sn), não são requeridos pelas plantas, mas são essenciais para animais.
Já outros como arsênio (As), cádmio (Cd), mercúrio (Hg) e chumbo (Pb), não são requeridos nem por plantas, nem por animais, porém foram estudados extensivamente por serem potencialmente perigosos para plantas, animais e microrganismos (Alloway, 1990).

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

GÁS FLUORADO SUBSTITUI O HALON DOS EXTINTORES

A DuPont está introduzindo no Brasil a sua última geração de agentes extintores de incêndio para ambientes de alta tecnologia, via importação de suas unidades na América do Norte e Europa. Trata-se dos gases fluorados da linha FE, em substituição aos halogenados Halon, estes últimos abolidos em obediência ao protocolo de Montreal. Neste 24 de outubro, os novos produtos foram apresentados no Merco Fire, congresso técnico sobre tecnologias para combate a sinistros, realizado em Porto Alegre. Os agentes químicos gasosos atuam na proteção de salas de controle, equipamentos de laboratórios, aeronaves comerciais e militares, embarcações e carros blindados. Servem ainda à proteção de salas de museus em todo o mundo, onde estão expostas obras de arte valiosas.
“Numa obra de arte, se o fogo não atingiu a tela, basta atuar na área de fogo. Se as chamas já estiverem atacando, o gás vai exterminá-las e ficarão na tela apenas os danos causados pelo fogo”, assinala.

A pesquisa para obtenção da linha FE durou dez anos. Há mais de seis é empregada na Europa e EUA. No Brasil, a comercialização da linha de produtos dependia de um problema de patentes solucionado em maio último. A concorrência é praticamente inexistente por tratar-se de produto extremamente delicado. “Poucas empresas têm estrutura financeira para bancarem uma pesquisa de um produto tão crítico, porque se você colocá-lo num incêndio e o fogo não apagar, a reputação do fabricante ficará altamente prejudicada”, adverte a técnica da DuPont.

A principal vantagem apontada pelo fabricante é que os agentes extintores de incêndio da linha FE não são corrosivos, não danificam as superfícies e podem ser pulverizados na presença de pessoas, sem ocorrência de intoxicação, diferentemente do gás carbônico que, embora não danifique superfícies, é altamente tóxico. Os estudos mostraram que sob efeito do FE o resfriamento das chamas ocorre pela retirada da energia de combustão, a partir do retardo da chama pela substituição de radicais livres. Além disso, os gases se expandem em ação tridimensional, aumentando a eficiência da operação, sem degradar a camada de ozônio e nem os materiais plásticos, podendo ser usados, em alguns casos na presença de pessoas, inclusive em sistemas de inundação total.

Segundo a DuPont, a família FE de agentes extintores limpos, juntamente com fabricantes de equipamentos de supressão ao fogo, oferece uma solução total para aplicações de explosão e de inertização, sendo reconhecidos e aprovados por entidades e agências internacionais reguladoras, como agentes extintores limpos para uso em sistemas de inundação total e extintores portáteis.

A linha de produtos é formada pelo FE 227, FE 46, FE 13 e FE 25. O FE 227 é o agente extintor limpo para substituição do Halon 1301 em aplicações de inundação total, tais como salas de processamentos de dados, de telecomunicações, salas limpas e museus. Já o FE-36 é apresentado ao mercado como “excepcional alternativa ao Halon 1211, para extintores portáteis em aplicações comerciais, industriais e militares. Pode ser utilizado em outras aplicações, tais como sistemas de inundação total também em substituição ao Halon 1301, em supressão de explosão e inertização de explosão. Além disso, atua em outros tipos de supressão de fogo, em que outros agentes químicos seriam inadequados por deixarem resíduos como nas áreas hospitalar, de aviação, centrais eletrônicas e laboratórios”.

O FE 13 é considerado o mais seguro em ambiente ocupado por pessoas, em salas de bombas, plataformas petrolíferas, salas de equipamentos de telecomunicações. Por último, há o FE-25 desenvolvido como agente de inundação total para áreas normalmente não ocupadas, como compartimento de motores e áreas subterrâneas, atuando como elemento supressor de explosões em elevadores de grãos, interrompendo a propagação das chamas, se adequando bem para apagar o fogo nos propulsores de aeronaves, escritórios em subsolos e na armazenagem de produtos agrícolas. No Brasil o material já foi testado e aprovado pelo Inmetro, tendo como parâmetro as normas ABNT. F.C.

http://www.quimica.com.br/revista/qd409/atualidades4.htm

segunda-feira, 18 de julho de 2011

100 Anos de Nobel - Jacobus Henricus Van't Hoff

Aécio Pereira Chagas

"Este ano comemoram-se 100 anos dos primeiros prêmios Nobel, nas áreas de física, fisiologia ou medicina, literatura, paz e química (em 1969 foi introduzido o de economia). Esses prêmios foram instituídos em testamento por Alfred Nobel (1833-1896), rico industrial, inventor da dinamite. O primeiro a receber a láurea em química foi Jacobus Henricus van't Hoff, cientista holandês nascido em 1852 que, entre outras coisas, desenvolveu a idéia do átomo de carbono tetraédrico, a termodinâmica química, a teoria das soluções, a cinética química e os fundamentos da petrologia. Van't Hoff foi um dos mais importantes cientistas de seu tempo, falecido em 1911."

Atualidades

Tabela periódica ganha dois novos elementos


Em ciência, aprendemos que nenhum conhecimento é definitivo. Até mesmo a tabela periódica, que classifica os elementos conhecidos segundo suas propriedades atômicas, está sujeita a revisões.

Na mais recente, anunciada por cientistas no dia 8 de junho, dois novos elementos químicos foram adicionados: os de número atômico (quantidade de prótons) 114 e 116. Eles receberam o nome provisório de ununquádio (114) e ununhéxio (116), em referência aos seus números.

Diferente de elementos mais conhecidos, como o chumbo, o ferro, o mercúrio ou o carbono, os novos compostos não podem ser encontrados na natureza. Eles foram criados por cientistas em laboratório, assim como todos os de número atômico superior a 94 na tabela.

Os elementos 114 e 116 são altamente radioativos, pesados e instáveis. Eles duram apenas frações de segundo, após os quais se dividem em substâncias mais leves.

A tabela periódica, elaborada pelo químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) em 1869, possui hoje compostos reconhecidos com números atômicos que vão até 112. Os dois mais recentes receberam confirmação da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês) e da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP). Foram necessários três anos de revisões e dez de estudos até que fossem adicionados à lista.

A descoberta é atribuída aos pesquisadores do Instituto Conjunto para Pesquisa Nuclear de Dubna, na Rússia, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore da Califórnia, nos Estados Unidos. Outros elementos de números atômicos 113, 115, 117 e 118, também encontrados nos últimos anos, aguardam comprovação da comunidade científica para serem oficializados.

Decorar a tabela nova?

Para especialistas, ainda vai demorar para que os novos elementos químicos tenham aplicação prática na indústria ou cheguem ao dia a dia das pessoas na forma de produtos. Mesmo na educação, dizem eles, não deve haver grandes impactos.

Segundo o professor de Física e Química Fábio Rendelucci, por enquanto, o interesse é puramente científico. Ele diz que os compostos com 114 e 116 prótons são muito instáveis e, por isso, não permitem que tenham uso prático.

"Os novos elementos que vêm sendo incorporados à tabela ainda são muito instáveis e de vida muito curta. Todos são radioativos e se desintegram em um curto espaço de tempo, o que faz com que não possamos ainda pensar em aplicações", afirmou o professor.

Rendelucci diz que na educação também não haverá repercussão imediata. O efeito mais importante, diz ele, é mostrar que a tabela periódica é dinâmica. "Se trata de um modelo de classificação para os elementos. O aluno não pode tomá-la como uma cláusula pétrea da Química", disse.

O engenheiro e professor de Química Carlos Roberto de Lana está de acordo sobre o caráter didático da inovação. Para ele, a principal importância da descoberta é mostrar aos estudantes que a ciência é uma atividade em constante aprimoramento.

Lana acredita que a educação científica no país, sobretudo no ensino público, é muito burocrática e presa aos planos de ensino. "Neste contexto, a tabela periódica se torna mais um material para consultar na prova ou decorar antes dela. E assim não se pode ser otimista quanto ao impacto de novas descobertas", disse.

O professor vê ainda a possibilidade de futuras aplicações práticas na engenharia química. No entanto, para isso será necessária a pesquisa de elementos químicos mais estáveis. "Cada nova descoberta permite que entendamos melhor o funcionamento da matéria e a partir daí possamos dominá-la mais e dar-lhe aproveitamentos que façam a vida humana um pouco melhor", afirmou.

O sonho de Mendeleiev

A tabela periódica dispõe os elementos químicos ordenados de acordo com o número atômico. Eles são ainda classificados em metais, não metais e gases nobres e por famílias com propriedades químicas semelhantes.

Hoje, a organização parece simples e intuitiva. Mas foram necessários muitos anos de trabalho para se chegar a esse resultado. As primeiras tentativas de arranjos foram feitas no século 19.

Cientistas como o francês Alexandre-Emile B. de Chancourtois (1820-1886) e o inglês John A. R. Newlands (1837-1898) propuseram uma ordenação periódica das composições químicas, ou seja, elas repetiam a mesma propriedade depois de certo ponto.

Mas foi somente o russo Dmitri Ivanovitch Mendeleiev que, em 1869, descobriu que as propriedades dos elementos químicos provinham de suas massas atômicas. A ideia teria vindo durante um sonho.

A tabela periódica de Mendeleiev foi bem-sucedida não somente por calcular corretamente as massas atômicas como também por prever a característica de novos elementos que seriam descobertos no futuro.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reciclagem

Estudos preliminares realizados pela Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet) indicam que a reciclagem das embalagens pet no Brasil teve um crescimento de 18,6% em 2007, na comparação com o ano anterior. Os cálculos feitos pela entidade mostram que 230 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente adequada, acima das 194 mil toneladas registradas em 2006.

A quantidade do produto que teve a destinação correta em 2007 corresponde a 53,2% das 432 mil toneladas de novas embalagens que foram produzidas. A estimativa é considerada conservadora pela indústria e poderá ser confirmada a partir da quarta edição do Censo da Reciclagem de Pet no Brasil, a ser realizado junto aos recicladores de todo o País.

"Os números indicam que o caminho natural do pet é a reciclagem. Mas ainda faltam políticas públicas consistentes que promovam a coleta seletiva do lixo nas cidades", afirma o presidente da Abipet, Alfredo Sette. O executivo lembra que, apesar do crescimento da reciclagem nos últimos 14 anos, o setor é capaz de reciclar um volume 30% superior ao atual, sem a necessidade de qualquer investimento.
"Isso mostra que a indústria está pronta para absorver eventuais aumentos superiores aos que foram verificados até o momento. Ao contrário do que pode parecer, existe falta de pet para ser reciclado no mercado", conclui o executivo.

O pet reciclado é utilizado principalmente pela indústria têxtil, que consome aproximadamente 50% do material para a fabricação de fios e fibras de poliéster. Com a matéria-prima resultante da reciclagem de duas garrafas de dois litros, por exemplo, é possível fazer uma camiseta. Mas o produto também é utilizado na fabricação de outros materiais, tais como cordas, vassouras, tubos e até novas embalagens, entre vários outros.

Desde a sua fundação, em 1995, a Abipet tem uma atuação focada na difusão de informações sobre a coleta e destinação adequada das embalagens pet no Brasil. Por meio dessas ações de conscientização junto a consumidores, catadores e recicladores, a reciclagem do material cresceu 14 vezes no período de 1994 a 2007. O índice é muito superior ao aumento do uso de embalagens novas, para todos os fins, que no mesmo período cresceu quatro vezes.

Ao ser coletada, a embalagem pet colabora com o meio ambiente, diminuindo seu descarte indiscriminado. Além dessa vantagem, a reciclagem da embalagem pet, segundo Avaliação de Ciclo de Vida realizada pelo Cetea, em comparação com a garrafa de material virgem, implica na economia de 97% de energia e 86% de água, redução de 53% nos resíduos industriais e diminuição de 98% nas emissões de gás carbônico. Ainda elimina 96% das emissões de óxido de nitrogênio e 92% das emissões de monóxido de carbono.


Fonte: http://www.pnbe.org.br/website/artigo.asp?cod=1856&idi=1&moe=76&id=7611